quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aquela casinha


Memórias, recordações, saudades de viver no campo.
Há um ano que ela apanhou o comboio e mudou-se para a cidade, uma cidade longínqua do país onde nasceu e cresceu,
cidade onde os espaços verdes são belos jardins e ruínas muito importantes para a história do mundo mas não lhe traz aquela pulsação de vida que sentia quando acordava na sua bela casinha, quase no meio do campo,
aquela sensação que se tem, quando se acompanha o crescimento de uma flor a crescer e florir, e depois sentir-mo-nos gratos por se poder partilhar aquela sensação ou aquele momento com outra pessoa.
Os dias correm pelo quotidiano.
Pensamentos em forma de pergunta vagueiam sozinhos e abandonados por não serem alimentados pela atenção.
Existem aqueles pensamentos que não saem da cabeça, pois são desejos à espera de serem realizados, acções que ficam à espera de pular a cerca no momento justo.
E qual o momento justo perguntam-lhe os seus pensamentos?
Ela não lhes sabe responder.

Clara Marchana

1 comentário:

Juliett Farnesse disse...

Precioso texto, muito belo. Gusto del portugues y este blog es un grato descubrimiento para mi, lo seguire

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