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Mensagens

Interrogações espontâneas

Que fazer quando não entendem o teu estado de urgência?- pergunta-se ela a si mesma, enquanto cose dois buracos que tinha na camisola de lã preta. Que responder a quem te olha, mas não te vê? Texto: Clara  Sofia Obra: John White Alexander (1856-1915), " An Idle Moment" (1885)

Árvore seca

No meio de tanta coisa sem sentido, numa sociedade cada vez mais desequilibrada, não me resta senão confiar cada vez mais na inteligência do universo, nos desígnios divinos. Texto: Clara  Sofia

Entre

Entre a precariedade e a magia entre as andorinhas e o carvalho. Texto: Clara  Sofia

O cume

Desaparecer devagarinho, não deixar rasto, ninguém se vê de verdade, poucos vêem, talvez nem ela se veja, mas é essa a sua vontade, correr para os braços do silêncio, e pedir que a embale, ali não há correrias de querer ser, não há comparações, existe apenas um espelho que lhe devolve a verdade, sem deformações. E quanto mais vemos menos somos vistos pelo outro. Andamos tão preocupados em atingir cumes fora das nossas medidas que nos esquecemos de atingir a simplicidade, que é o cume mais difícil de alcançar, mas o mais generoso, que nos enriquece desde o início do caminho. Texto: Clara  Sofia Fotografia: encontrada na net sem identificação

"In the Name of the Land"

E se o vento?

O vento sopra forte, e o que é que acontece quando sonhamos que o vento sopra forte? Acordamos e ele está para ali a falar alto, a correr, e a trazer notícias de mudança, que paralelo comunicante. Texto: Clara Marchana