domingo, 8 de dezembro de 2013

Esforço anti-onírico

O esforço que ela faz para não sonhar. Para não se envolver, para não criar expectativas, para não escapar da realidade.
Ancorada pelos pés à terra para não ir sonhando por aí.
Mas não é fácil, o seu corpo transforma-se, o seu corpo volátil, etéreo, camaleónico, metamórfico.
Os sonhos, as divagações sempre foram o seu alimento.
Ela quer acreditar que será melhor para ela domesticar essa água selvagem, inquieta, esse bicho disperso dentro de si, quase que dependente, ou senão dependente em sair a toda a hora da realidade e a conjeturar realidades pouco palpáveis, explicações demasiado fantasiosas acerca de tudo.

Texto: Clara Marchana

2 comentários:

Filipe Campos Melo disse...

O contido esforço de um verso
que se escreve sem amarras

Gostei do espaço e da poesia
(onde, de blog em blog, vim parar)

Tito disse...

E para quê conter tanto? Solta isso, tu que foste uma das pessoas que me levou a soltar...