domingo, 10 de outubro de 2010

Tarquinia


Tarquinia,
terra etrusca, lugar encantado.
À medida que caminhava pela cidade, pela noite dentro, pelas suas ruas antigas, mais se revelava,
sons nocturnos de insectos,
o cheiro a fogueira, lareiras,
e algumas árvores que generosamente ofereciam o seu perfume,
enquanto os gatos perto da igreja de Santa Maria di Castella, guardiães daquele canto sagrado, tomavam banho de céu estrelado.
Perfumes e sensações que me devolviam identidade, raízes, ancestralidade, harmonia e serenidade, apagando qualquer instante de dúvida que vagueasse por ali perdido, sem saber por onde andar.
Ali, naquele lugar não havia tempo, mas apenas ser.

Texto: Clara Marchana

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