sábado, 26 de junho de 2010

Eclipse parcial da Lua


Hoje Lua Cheia, haverá um eclipse parcial da Lua, alguns aconselham a "sentar-se debaixo da luz da Lua e sentir as energias."
Este eclipse é visível no Leste da Ásia, Antárctica, Austrália, América do Norte e do Sul, Oceano Índico e Pacífico.

Fotografia: "Eclipse Moon Rising Over England" de Gain Lee, tirada da net, deste site: www.astronet.ru

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago e agora?


Saramago, e agora, quem é que nos vai contar histórias como tu nos sabias contar, com a tua forma que de escrever, de partilhares connosco esse teu mundo, o teu ser, e muito mais que isto mas que não consigo explicar?

Gosto de mergulhar no universo de Saramago, fico sempre com a sensação de querer lá voltar.
Não saberei dizer qual a sua melhor obra, por isso falarei do primeiro livro que li, A Caverna, que foi de alguma maneira especial, como quando visitamos um país pela primeira vez, e que gostamos subitamente de lá estar, sentimo-nos acolhidos. Uma sensação familiar.
Enamorei-me dos personagens de A Caverna, tinha a sensação que estar perto deles, das suas vidas, diálogos, pensamentos, até os nomes me soavam bem: Cipriano Algor, Marçal Gacho, Marta filha de Cipriano Algor, o cão de nome Achado (que foi realmente achado), e Isaura Estudiosa, uma figura engraçada que de alguma maneira traz a este círculo uma história de amor.
Tudo se passa à volta de uma olaria que pertence a esta família que vive numa modesta casa de campo, e uma cidade artificial a que dão o nome de Centro que fica a alguns quilómetros da casa, onde os habitantes vivem "protegidos", vacinados do mundo exterior, ansiosos em criar um comodismo e conforto artificial que sirva de escudo protector ao medo de viver.
Por temerem o vazio desconhecido, procuram a eternidade e pagam para viver numa cidade de muralhas e fachadas aparentes.
Nesta obra são tecidas palavras em frases que nos transportam numa bela viagem, onde acompanhamos os personagens, nas suas decisões, dúvidas, onde cada um, à sua maneira, procura a sua verdade, devolvendo-nos sensações de sorrisos, de proximidade e cumplicidade emocional.
A obra de A Caverna é escrita com uma simplicidade sábia, e não deixa nenhum leitor ficar à porta de entrada.

Agradeço aquilo que recebi ao ler os teus livros, Saramago, e que a tua alma esteja num lindo lugar cheio de paz e de amor.


"O homem mais sábio que conheci não sabia ler nem escrever", disse Saramago ao receber o Prémio Nobel, em 1998, referindo-se ao seu avô analfabeto.

Texto: Clara Marchana
Fotografia: encontrada na net

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bocadinhos de pensamentos


A procura por vezes leva-nos para lugares que não reconhecemos,
lugares longínquos do nosso ser,
onde não sabemos onde estamos,
nem para onde iremos ser levados,
sem luz, sem bússula,
sem mapas, sem fios condutores.
Espero sinceramente chegar bem,
chegar a bom porto depois desta longa viagem.

Texto: Clara Marchana
Fotografia: Jan Saudek

terça-feira, 8 de junho de 2010

C A S A

Regressemos a Casa,
tratemos dela.
A nossa generosa Terra que nos chama.
Terra, vida,
vida, terra.

Texto: Clara Marchana

segunda-feira, 7 de junho de 2010

À procura do mapa interno


Ela sente um silêncio à sua volta, sem eco.
Senta-se no chão de uma rua sem saída,
e fica à espera.
Pede para que lhe seja revelado o caminho por onde deve seguir e ser guiada.
Sente-se incapaz de tomar uma decisão.
Há já a algum tempo que caminha sem saber para onde vai,
e já não sabe se isso lhe faz bem.
Pede ajuda,
porque tem a sensação que caminha em círculos,
e não entende porque ainda ali se encontra.

Texto: Clara Marchana