segunda-feira, 1 de março de 2010

Depois afinal o vazio


Ausência.
Ninguém. Nessuno. No one.
Abraço vazio.
E depois?
Depois nada, não me assustei.
O medo já nem sequer lá estava.
Fiquei a saborear aquele momento
sem nada nos bolsos,
olhava o céu estrelado,
era eu e apenas a roupa que tinha vestida,
o cão nos braços,
caminhava sem pensar, sem decidir,
deixava-me guiar, prosseguir.
O vazio assustou-me ao príncipio,

mas depois, afinal foi bom.

Texto: Clara Marchana

2 comentários:

Mínimo Ajuste disse...

Belo poema!

Juliett Farnesse disse...

O vazio pode ser um mundo inteiro