terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dança infinita

Nada.
Não se escuta.
Nem sussurrar, nem voz, nem eco.
Nem sequer o silêncio.
Ela corre a sete pés da tristeza, mas esta insiste em ser sua amiga.
Ela resigna-se e responde-lhe:
-Mas que insistente és, tristeza! Pronto, está bem vem comigo.
Enquanto passeia com a tristeza, pensa na alegria, e pergunta-se a si mesma:
-Porque é que temos de andar sempre tão desencontrados? Quando temos uma coisa, queremos outra, depois quando temos outra, queremos aquela.
Que dança esta das trocas infinitas...


Texto: Clara Marchana

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