sábado, 10 de janeiro de 2009

Demasiado New Age?


Enquanto conduzia o carro pela cidade, ela sentia que qualquer coisa estava a mudar.
Mas seria ela ou o mundo?
Iluminava-se lentamente qualquer coisa, qualquer coisa que espreitava, que tinha a ver com o que estava no obscuro e que iria agora chegar à tona da luz.
Enquanto conduzia, observava as pessoas a conduzirem nos seus carros, as ruas, os ritmos, os movimentos, e a única frase que lhe vinha à cabeça, em voz baixa, era que o mundo recomeçava a iluminar-se.
A luz iria chegar, primeiro que tudo à sombra mais profunda, ao fundo mais difícil de alcançar.
Quase como que às escondidas, sem se deixar ver, discretamente. A maré de luz começava a subir, a encher.
A limpeza tinha iniciado.
-Mas que disparate, será verdade isto que sinto?! Não faz sentido. O que vejo e oiço à minha volta é exactamente o contrário. Não pode ser ou será que isto pode mesmo acontecer?- perguntava-se a si mesma.

Texto: Clara Marchana

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